19 Set

2011

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O meu cabelo duro

Postado por: Beleza Natural

Todo mundo conhece e morre de ir com o ritmo “devagar, devagarinho” da Janete, personagem do programa Zorra Total. A atriz Thalita Carauta, que dá vida a personagem, foi a colunista convidada da revista Toda Extra, edição do dia 10 de setembro. O assunto não poderia ser melhor: cabelo! Morram de rir com o texto e depois respondam pra gente se ele deveria ou não experimentar o Creme de Pentear do Beleza Natural. Boa leitura!

UMA RELAÇÃO DE AMOR E ÓDIO COM MEU CABELO

Amor e ódio. São esses dois sentimentos extremos que eu sinto em relação ao meu cabelo. E discordo de quem tenha a equivocada opinião de que eu sou uma pessoa extremada. Extremado é o meu cabelo! Tem dias em que ele está bem e tem dias em que ele acorda querendo acabar com a minha vida. Ele é bipolar! Ele tem vida própria, eu tenho medo dele! Ele conspira com a Lei de Murphy! É você ter uma festa para ir, para esse dissimulado se fazer de piaçava. Não tem creme que dê jeito! Eu já achei que ele não fosse coisa de Deus!

Agora está na moda, né? Cabelo estilo black, livre, ao vento. Quero dizer que essa liberdade tem limite, porque qual mulher cacheada nunca se sentiu aprisionada na obsessão de achar o creme perfeito? Não acha, gente! Você compra um creme, ele superfunciona, e daqui a dois meses não surte mais efeito. O cabelo se acostuma, vai ganhando força, fica resistente ao creme, é que nem vírus. Sabe vírus, que vai criando resistência à vacina? Então… Só que ele não pega, é genético. Se você nasceu com ele, aceita!

A segunda opção são os macetes, porque tem alguns macetes, falei? Que variam de cabelo para cabelo, de um dia para o outro (porque  a umidade relativa do ar interfere), às vezes variam de mulher para mulher… Eles são personalizados. Alguns não funcionam comigo. Por exemplo: esse papo de cremizinho nas pontas, apertando com as mãos para estimular os cachos, comigo não funciona. Agora, o que funciona sempre é criatividade. Deixa ele acordar e decidir o que quer da vida, aí depois você improvisa. Usa solto, preso, amarra lenço, usa um chapéu, não tem jeito, tem que entrar em um acordo. Brigas acontecem, principalmente com quem se ama. E ele é amado!

Cacheadas, aprendam a amar seus cachos! Quer alisar, alisa, mas por uma inovação estética, não por uma negação. Nosso cabelo é evoluído, nasce para cima, busca o contato com o divino. Não é autoajuda, gente, acreditem! Ele tem sua beleza! E como tem! Gabriela Cravo e Canela, os caracóis de Caetano… “todo brasileiro tem cabelo duro sarará crioulo”. São tantas as homenagens, todas legítimas. Nesse contexto, para as cacheadas, mais amor no coração; para as alisadas, mais discernimento; e para as escovas inteligentes… prefiro a ignorância dos meus cachos.

Thalita Carauta

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